Procedimentos

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Endoscopia Digestiva 
Alta Diagnóstica e Terapêutica

endoscopia-terapeutica

O QUE É

Conforme artigo publicado no site do SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva) a endoscopia digestiva alta é um exame indicado para avaliação diagnóstica e, quando possível, tratamento das doenças da parte superior do tubo digestivo, incluindo o esôfago, o estômago e a porção inicial do duodeno. Ele é realizado introduzindo-se pela boca um aparelho flexível com iluminação central que permite a visualização de todo o trajeto examinado. O exame pode ser realizado com anestesia tópica (um spray de anestésico na garganta) ou com sedação, utilizando medicação administrada por uma veia para permitir que o paciente relaxe e adormeça.

PROCEDIMENTO

O SOBED alerta que dependendo da medicação utilizada, o paciente pode não sentir nada durante o exame, ou apenas um leve desconforto na garganta durante a passagem do aparelho e no estômago durante a insuflação do órgão com ar. A medicação pode ainda causar sensação de ardência no local da infusão e no trajeto da veia puncionada. Se necessário, pequenas amostras de tecido (biópsias) podem ser colhidas durante o exame para análise microscópica detalhada – tal procedimento é indolor. Na presença de lesões elevadas (pólipos), o médico poderá realizar, dependendo do caso, retirada da lesão (polipectomia) durante o exame. Caso não haja intercorrências, a duração média do procedimento é de 10 minutos.

RISCOS

Com base em dados da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a endoscopia digestiva alta é um exame seguro. No entanto, como todo ato médico, ela não é isenta de riscos. A complicação mais frequente é flebite (dor e inchaço no trajeto da veia puncionada), que pode acontecer em até 5% dos casos, dependendo da medicação utilizada para sedação, e rinite secundária à administração de oxigênio por cânula nasal. Complicações mais sérias são muito raras, ocorrendo em menos de 0,2% dos casos, podendo estar relacionadas ao emprego de medicamentos sedativos ou ao próprio procedimento endoscópico.

As medicações utilizadas na anestesia/sedação podem provocar reações locais (flebite no local da punção venosa) e sistêmicas de natureza cardiorrespiratória, incluindo depressão respiratória com diminuição na oxigenação sanguínea e alterações no ritmo cardíaco (bradicardia e taquicardia) e na pressão arterial sistêmica (hipotensão e hipertensão). Esses efeitos colaterais são constantemente monitorizados durante o exame com o uso de monitor de oxigenação sanguínea e de controle da frequência cardíaca, estando a equipe habilitada para o tratamento imediato de qualquer uma dessas complicações. Caso o paciente tenha alguma doença cardíaca ou pulmonar, um anestesista pode ser contatado para acompanhar a realização do exame.

Outras complicações da endoscopia digestiva alta, tais como perfuração e sangramento são excepcionais em exames diagnósticos, podendo ocorrer, no entanto, em exames terapêuticos como retirada de corpo estranho (espinha de peixe, osso etc.), dilatação de estenoses (estreitamentos), ligadura elástica ou esclerose de varizes e retirada de pólipos (polipectomia) ou de lesões planas ou deprimidas (mucosectomia). O risco de sangramento ou de perfuração nesses procedimentos varia de cerca de 0,5% a 8%. O médico endoscopista está habilitado a realizar todas as medidas cabíveis para a prevenção e tratamento desses eventos adversos, bem como esclarecer melhor o paciente.

RECUPERAÇÃO

O paciente permanecerá na sala de repouso por cerca de 10 a 30 minutos, até que os efeitos principais das medicações empregadas para a sedação desapareçam, podendo sentir a garganta adormecida ou levemente irritada, e talvez um discreto desconforto no estômago. Espirros ou sensação de congestão nasal podem ocorrer caso tenha sido administrado oxigênio suplementar durante o exame.

Caso o paciente tenha recebido sedação durante o exame, um acompanhante deve estar obrigatoriamente disponível para ajudá-lo a voltar para casa. Devido aos efeitos da medicação, o paciente não deve dirigir carros, operar máquinas ou beber álcool até o dia seguinte ao exame, quando será capaz de retornar às suas atividades rotineiras. Após o exame, o paciente pode voltar à sua dieta normal e a fazer uso de suas medicações rotineiras, a menos que tenha sido instruído do contrário por seu médico. O resultado do exame deve ser interpretado de acordo com a história clínica e exame físico.

O médico que solicitou o exame é o profissional mais habilitado para orientar o paciente em relação ao diagnóstico encontrado. Se necessário, o médico endoscopista poderá entrar em contato direto com ele. Instruções adicionais a respeito do tratamento serão dadas na consulta clínica seguinte. Se forem obtidas biópsias, a análise poderá ser realizada pelo laboratório de anatomia patológica à escolha do paciente, sendo o resultado entregue geralmente em cinco dias úteis. Caso você tenha se submetido a um procedimento terapêutico, informações adicionais serão prestadas pelo médico endoscopista.

Fonte: www. sobed.org.br/Serviços /GuiaProcedimentos

Exame de
Colonoscopia

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O QUE É

Segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a colonoscopia é o exame endoscópico do cólon (intestino grosso), e muitas vezes também do íleo terminal (porção final do intestino delgado).

Além da inspeção da superfície intestinal, a colonoscopia permite a realização de biópsias que podem ser úteis no estabelecimento do diagnóstico. Procedimentos terapêuticos também podem ser realizados durante a colonoscopia, sendo o mais frequente a polipectomia, que é a remoção de pólipos.

PREPARO

Conforme as instruções da SOBED, para a realização da colonoscopia, é muito importante que seja feito um preparo intestinal para que os resíduos sejam removidos do interior do cólon e assim o exame possa ser feito com o máximo de segurança e eficácia. Habitualmente são recomendados para o preparo intestinal dietas, laxativos e eventualmente lavagens. A forma de preparo é variável e depende do protocolo empregado no serviço.

PROCEDIMENTO

Após o preparo do cólon, o paciente é levado à sala de exame onde será sedado. O colonoscópio é então introduzido pelo reto até o ceco (porção inicial do cólon) ou até o íleo terminal.

Durante a retirada do aparelho é feita uma minuciosa inspeção identificando as eventuais alterações. Quando necessário, é possível obter fragmentos (biópsias) para estudo. Os pólipos diagnosticados podem, sempre que o colonoscopista achar conveniente, ser removidos durante a colonoscopia.

RISCOS

Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, as complicações relacionadas à colonoscopia podem decorrer do preparo do cólon, da sedação, do exame propriamente dito ou de procedimentos complementares realizados.

O preparo, variável nos diversos serviços, pode gerar intolerância gástrica, que se refletirá em náuseas, vômitos e distensão abdominal. Como o preparo induz à diarreia, pode ocorrer desidratação e desequilíbrio dos eletrólitos.

As complicações relativas à sedação variam de flebite superficial até situações de maior gravidade com hipotensão arterial, bradicardia, depressão respiratória, broncoaspiração e parada cardiorrespiratória.

Pode ocorrer perfuração intestinal durante a introdução do colonoscópio. Essa temida complicação ocorre em cerca de 0,05% das colonoscopias com finalidade diagnóstica.

Ressecção de pólipos pode acarretar em duas graves complicações: perfuração e hemorragia. Tais eventos relacionam-se principalmente ao tamanho dos pólipos ressecados. A perfuração ocorre, nas diversas séries, com frequência de 0,03% a 1% das polipectomias, e a hemorragia em cerca de 0,02% dos procedimentos, podendo acontecer no momento da ressecção do pólipo ou até mesmo dias após.

RECUPERAÇÃO

Após o procedimento, o paciente recupera-se da sedação no serviço de endoscopia, sendo liberado após avaliação profissional. Não deve conduzir veículos. Recomenda-se alimentação leve. No caso de mal-estar, náuseas, vômitos, sangramento intestinal ou dor abdominal, o paciente deve retornar ao serviço de endoscopia.

Fonte: www. sobed.org.br/Serviços /GuiaProcedimentos

Retossigmoidoscopia

reto

O QUE É?

É um exame indicado para diagnosticar as doenças que acometem o reto, ou seja, a parte final do intestino grosso. Examina os últimos 30 cm do reto e investiga o aparecimento de pólipos intestinais, câncer, colites, divertículos, entre outras situações.
O retossigmoidoscópio flexível, utilizado aqui na clínica, possibilita mais conforto ao paciente e por ser mais sofisticado que o rígido possibilita imagens de alta qualidade.

PREPARO

Para realizar a retossigmoidoscopia o paciente não precisa fazer jejum. Porém, como o reto precisa estar limpo para a boa visualização do intestino, o médico vai instruir quando à lavagem intestinal, que pode ser realizada em casa.

PROCEDIMENTO

O exame é feito por meio da introdução pelo ânus do retossigmoidoscópio flexível. Então o médico faz um toque retal com anestésico local, para que o exame seja mais confortável. Depois do toque é inserido o aparelho, que acoplado à câmeras, fornece imagens dos segmentos intestinais ao médico. Além de imagens, o retossigmoidoscópio pode realizar biópsias, que são indolores.
A retossigmoidoscopia dura aproximadamente 5 minutos e o paciente pode apresentar, no máximo, cólicas que lembram gases intestinais.
RISCOS
Complicações são muito raras e podem ocorrer com profissionais despreparados. Quando você conta com uma equipe médica qualificada e equipamentos com tecnologia de ponta, o risco é mínimo e quase inexistente.
O que pode ocorrer após o exame, e é considerado esperado, além das cólicas leves pode ocorrer sangramento leve no caso da remoção de pólipos e na realização de biópsias.

RECUPERAÇÃO

Apesar de ser possível a ocorrência de alguns desses desconfortos citados no parágrafo acima, o pós-exame não exige preocupação. O paciente pode retornar a rotina normal de trabalho, não necessitando de afastamento.